30/06/2009 - Inovação: tecnologia a favor do setor têxtil

A ABIT e o Sindicato da Indústria Têxtil do Estado de São Paulo (Sinditêxtil-SP) realizaram, no dia 25 de junho, na sede das entidades, o workshop “Panorama atual da Inovação na Indústria Têxtil e de Confecção”, que trouxe acadêmicos e empresários para apresentar as medidas que foram adotadas para desenvolver o processo de inovação tecnológica em suas entidades. Os trabalhos foram ministrados por Sylvio Nápoli, gerente de infraestrutura e capacitação tecnológica da ABIT, e divididos em duas partes, sendo a primeira direcionada a entidades acadêmicas e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a segunda, por empresas do setor têxtil.
A abertura do evento foi feita pelo diretor superintendente da ABIT, Fernando Pimentel, que ressaltou a importância de inovar nos processos de produção e nos produtos que vão para o mercado nacional e internacional, para que o produto brasileiro ganhe mais competitividade. “Desenvolver novas tecnologias é hoje a forma mais viável e importante para ganhar novos mercados internacionais”, afirmou Pimentel. “A máquina chinesa é o principal rival da economia têxtil brasileira, e novos processos, novos produtos, aliados a tecnologias sustentáveis e viáveis ao público é a chave para diminuir a influência dos produtos oriundos da China no nosso mercado e no mundo”, complementou.
Para o assessor da CNI, Roberto Paranhos, a busca por novas tecnologias que tragam o beneficiamento do setor têxtil, deve ser iniciada com uma aliança entre as universidades, empresários e governo. “Com a união dessas lideranças, o fomento de novas tecnologias estará sempre em primeiro lugar, já que a preocupação com o ”day after”, o amanhã, será constante, nunca deixando a tecnologia obsoleta”, explicou Paranhos.
A presença da academia foi marcada pela Universidade de São Paulo (USP), representada por Oswaldo Massanbani, diretor da agência de inovação, que apresentou programas instalados em empresas no interior de São Paulo, principalmente no pólo têxtil de Americana, onde foram capacitados gestores para a inovação tecnologia dentro das indústrias. ”Sem inovação na indústria, não há competitividade”, afirmou o diretor. Silgia Aparecida Costa, doutora em engenharia têxtil da USP Leste, Camila Borelli, coordenadora do curso de engenharia têxtil da FEI, Gilberto Perez, professor da Universidade Mackenzie, e Celso Scaranello, do Senai São Paulo, apresentaram os cursos e graduações que as respectivas entidades têm em sua grade curricular, para proporcionar conhecimento para inovação no setor têxtil.

Fonte: http://www.sinditextilsp.org.br/noticia_29-06-09.asp 

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